PROFESSOR |
DIAS E HORÁRIOS |
CLIENTELA |
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Ângelo Rafael |
Tarde |
4ª e 6ª feira 13h às 14h |
4ª ano em adiante |
Com a agitação das grandes cidades, o homem tem se esquecido de parar e pensar sobre si e de criar anticorpos para se proteger das várias doenças, advindas deste comportamento agitado, e por não encontrar tempo para parar um pouco e fazer reflexões, acaba por tomar atitudes precipitadas, gerando o que chamamos de problemas. Estes problemas encontram acolhida no interior do homem, pelo fato do mesmo não possuir alternativas de resolução, pois as mesmas estão dentro de nós.Necessitamos parar muitas vezes para direcionar a nossa energia para a solução destas adversidades. A violência é fonte de lucro para uma minoria, surgindo o que chamamos indústria do medo, que se espalha, deixando a população sem sair de casa, insegura e apavorada, gerando muitas vezes problemas psíquicos a médio ou longo prazo. A nossa saúde e educação públicas de má qualidade, deixa a sociedade no que chamamos de caos social. Surge então uma nova sociedade, doente e enfraquecida. È com esta realidade que necessitamos da prática das artes marciais, que fortalece o homem em seu interior e resgata valores fundamentais, hoje, esquecidos, adquirindo autoconfiança, elevando a auto-estima, fortalecendo o corpo, mente e espírito, estaremos trabalhando em prol de construir uma sociedade mais saudável, fortalecida e mais equilibrada.
A palavra “Karatê-dõ é composta de três ideogramas: Kara (唐), Te ( ) e Dõ ( ). Kara (em japonês) refere-se a um dos mais brilhantes períodos na história chinesa, quando a Dinastia T´ang governou a China (a.D. 618-907) e veio a representar a China mesmo para os japoneses, Te significa: “Mão” ou “Técnica” e Dõ significa: “Caminho Filosófico” ou “Princípio” com o qual se realiza; para a auto-realização. Portanto Karatê-dõ literalmente significa: “O Caminho para auto-perfeição através das Técnicas originadas durante o período T´ang”. A palavra “Karatê” foi primeiro introduzida em Okinawa para designar “Técnicas de Lutas Chinesas” com a inclusão de ambas as técnicas: de Mãos Vazias e Armada (Karatê-ho e Buki-ho). Mas como é freqüente o caso no uso japonês dos ideogramas chineses, Kara também pode ser escrito de outra maneira ( ), pronuciado Ku ou Sora, significando “Vazio”, “Livre como o Ar”, ou “Infinito como o Céu”. Portanto, um outro sentido de Karatê-dõ é “O caminho para auto-perfeição através da prática de técnicas de esvaziamento”. Esvaziamento ou VAZIO, sendo compreendido ambos: fisicamente (sem armas) e mentalmente (com uma mente vazia ou livre). O Karatê-dõ é essencialmente uma Arte Marcial (BUDO) e tanto quanto, também uma maneira de alcançar o “Caminho” (DO) pela “Prática de Armas” (BU). Como em qualquer outra Arte Marcial, Karatê-dõ é e requer, uma sólida disciplina. O corpo deve passar por um longo e enérgico exercício por muitos anos. Isto desenvolve não somente um corpo forte, mas também grande força de caráter. O controle é requerido, não somente sobre sua própria técnica, mas também sobre emoções como o medo, dor e ódio. Como uma Arte de Luta, Karatê-dõ envolve a confrontação de duas vontades, como a coragem, mas também humildade e respeito por sí mesmo e os outros. – (Texto Traduzido do Livro: “SCIENTIFIC KARATE-DO”, Masayuki Histaka, Tokyo, Japan, 1976).
Portanto Karatê-dõ significa, “O CAMINHO DAS MÃOS VAZIAS”, é uma Arte milenar originária na sua forma primitiva da índia, passando pela China e introduzida no Japão, sendo reformulada por um morador da ilha de Okinawa, (ilha situada ao sudoeste do Japão), chamado de Gichin Funakoshi. Esta Arte Marcial foi exportada para o ocidente após a 2ª Guerra Mundial. Como dizia o Mestre Gichin Funakoshi, sobre o VAZIO, “Implica a não utilização de armas, a autodefesa com as mãos... assim como um vale vazio pode ecoar o som da voz, do mesmo modo a pessoa que segue o Caminho do Karatê, deve esvaziar-se, livrando-se de todo o egoísmo e ambição. Tornar-se vazio interiormente, mas reto por fora. Este é o significado verdadeiro de “VAZIO” no Karatê”- (Funakoshi, Gichin, KARATÊ-DÔ NYUMON, editora Cultrix, São Paulo, 9ª edição, 2000, pag. 25:4 e 5).